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09/02/2007 23:56

Um bando peculiar de humanos

Vivian Neves Fernandes

Os 513 Deputados brasileiros desempenham várias funções bonitas, que dizem ajudar e representar o povo brasileiro:

“(...) a Câmara dos Deputados, autêntica representante do povo brasileiro, exerce atividades que viabilizam a realização dos anseios da população, mediante discussão e aprovação de propostas referentes às áreas econômicas e sociais, como educação, saúde, transporte, habitação, entre outras, sem descuidar do correto emprego, pelos Poderes da União, dos recursos arrecadados da população com o pagamento de tributos.
Assim, a Câmara dos Deputados compõe-se de representantes de todos os Estados e do Distrito Federal, o que resulta em um Parlamento com diversidade de idéias, revelando-se uma Casa legislativa plural, a serviço da sociedade brasileira.” –
http://www2.camara.gov.br/conheca

Criam-se vários mitos em torno dos deputados. Dizem que eles adoram pizza, de vários tipos, e nas reuniões onde eles degustam tal iguaria costumam chamar de CPI’s. Nestas reuniões festivas há sempre um tema, normalmente denominado de forma estranha, como ‘sangue-suga’, ‘ambulância’, entre outros muito interessantes.

Eles se dividem em duas partes, há os que moram em Brasília, recendo casa, comida, roupa lavada e motorista, mais salário, 13º terceiro e 14º salários, tudo pago pelos trabalhadores do país. São os Deputados Federais. E aqueles que moram nos seus estados, e também recebem muitas coisas legais do povo, que deve adorá-los. Estes últimos podem escolher de que estado querem ser, como Frank Aguiar, cantor nordestino que acordou bem disposto e viu que “alguma coisa acontece no seu coração” e virou deputado por São Paulo. Estes podemos chamar Deputados Estaduais.

Eles possuem famílias grandes, e são muito apegados a elas. Costumeiramente chamam as esposas, filhos e sobrinhos-netos para trabalharem junto com seu parente querido nos seus gabinetes. Gostam de dar presentes para eles também, principalmente os da Suíça e das Ilhas Caimã.
Tem o hábito peculiar de aparecer de quatro em quatro anos. Creio que não deve ser devido ao acasalamento. Mas uma migração espontânea para TV’s, rádios (inclusive comunitárias), folhetos, inauguração de tubulação de esgoto. Nessa época costumam fazer caminhadas freqüentes por várias cidades, onde podem apertar a mão de desconhecidos na rua, sempre com um sorriso que acabou de passar por um sistema de claramente. Abraçam e beijam crianças nesse período também.

As mulheres não são muito notadas, pois são poucas e com menos visibilidade, a não ser quando dançam, como uma deputada catarinense. Uma das poucas mulheres notadas é uma que usava um vestuário peculiar: blusas brancas e calças jeans. Mas creio que esta chamava a atenção não pela roupa, mas pelo jeito em que esbravejava, quer dizer, falava.

Bem, creio que este relato sobre esta espécie brasileira não é muito científico. Porém, foi uma tentativa de se compreender os seus hábitos e aparências. Estes ilustres personagens sempre estão no primeiro plano quando se pensa em tomada de decisões, de decidir pra onde a nau brasileira vai aportar ou que mares vai navegar, sem pensar no risco de quem vai naufragar, afinal possuem seus botes salva-vidas. Mas se existem tantos mais marinheiros, porque deixar que estes poucos “napoleões” decidam o rumo da nau que também é nossa?

enviada por Comufv2004






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