O Cinema Nacional esta espalhado de norte a sul. Os festivais de cinema, não só, popularizaram as produções, como também, estimularam novas criações. Um dos festivais brasileiros mais conhecidos no exterior e nem tanto no país, é o
Amazonas Film Festival , que acontece em Manaus, patrocinado pela
Coca-Cola e que organiza oficinas de realização em audiovisual, oferecendo a jovens locais a oportunidade da experimentação do cinema em produções de um minuto, nas quais, os aprendizes passam por todos os processos, do roteiro a finalização.
As novas tecnologias, o barateamento de equipamentos (ainda é caro, mas antes era dez vezes mais), a oportunidade de contato com as técnicas e boas idéias no papel permitem que os festivais de cinema contem cada vez mais com uma amostragem de produções de todo o país. Foi o caso do Olhares, que aconteceu em fevereiro de 2006 em Viçosa - MG, e que teve produções de 14 estados, das cinco regiões do país.
Mas o ponto mais importante nesta discussão é um grande problema que esses jovens produtores (jovens no sentido de iniciantes, pois essas produções são realizadas por pessoas das mais variadas idades) e os produtores adultos enfrentam - a distribuição. O Brasil possui um mercado cinematográfico de distribuição muito bem estruturado, no entanto este é fechado e quase exclusivo para produções norte-americanas ou da Globo Filmes. Nem sempre foi assim, isso aconteceu após Collor ter feito alguns estragos no cenário político nacional, entre eles, a canetada que decretou o fim da Embrafilmes, empresa estatal de distribuição de filmes brasileiros.
No entanto, o avanço da tecnologia e a evolução da própria internet permitiram que uma nova janela de exibição abri-se espaço para divulgação e veiculação de curtas, médias e longas-metragem nacionais. Sites como o
YouTube e o
GoogleVideo abrem este espaço, gratuitamente, para hospedar e exibir vídeos. O
YouTube , tem milhares de vídeos carregados e com conta acesso de mais de 100 milhões de vídeos todos os dias. E uma grande conquista para os produtores e diretores do cinema nacional é o fato de o site estar estudando uma forma de repartir suas receitas publicitárias com os internautas que postam vídeos e que possuem muitos acessos.
Uma pequena mostra dessa revolução do mundo virtual influenciando o cinema nacional é o filme
Cafuné . É possível baixar o filme pela rede e não só assisti-lo, mas também, remontá-lo, tornando a montagem e apreciação do filme uma experiência única e exclusiva para cada internauta/espectador.
Esse processo de distribuição virtual é uma via de mão dupla, oferecendo oportunidade para os produtores de difundirem seus vídeos, bem como dos consumidores transformarem-se também em produtores. Quem sai ganhando com isso é o público, que apesar de um número de produções cada vez mais toscas passarem a existir, o cinema exigirá uma profissionalização cada vez maior. E é melhor o cinema brasileiro ter 100 filmes por mês, sendo dez muito legais, do que ter cinco que não mereciam nem ter sido rodados.
Apesar de a internet ainda não estar ao alcance de todos, essa janela de exibição para o cinema nacional é uma verdadeira democratização da comunicação.