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10/02/2007 10:54
Cicarelli, Mídia e YouTube
Willian Cavalcanti

Grande parte das pessoas que têm acesso frequente à internet deve ter visto, ou quis ver, o famoso vídeo da modelo Daniela Cicarelli. No tal vídeo, ela e o namorado Renato Malzoni aparecem em cenas picantes em uma praia espanhola de Cádiz. Cicarelli, assim como outras beldades, teve carreira meteórica. De modelo razoável, transmutou-se em apresentadora de tv no canal href="http://mtv.terra.com.br" target=_blank>MTV . Mas passou mesmo a ser mundialmente conhecida após relacionar-se com um dos jogadores de futebol mais famosos do mundo, o dentuço Ronaldo. A relação foi desde seu início bastante conturbada, com direito a barraco na cerimonia de casamento até um matrimonio que durou apenas tres meses.
Após o término do relacionamento com o Fenômeno, Daniela manteve-se reclusa, segundo ela, para evitar mais confusões. Mas pelo que se viu, ela não conseguiu ficar longe das manchetes de fofoca por muito tempo. Vários jornais e revistas do país, mídia impressa, tv e internet, noticiaram repercusões do vídeo da modelo. A partir de então, o vídeo rapidamente tornou-se um fenômeno (não estamos falando no seu ex-marido) no site href="http://youtube.com" target=_blank>"Youtube" . Contudo, sua veiculaçao foi barrada, já que a política do site não permite que se post vídeos eróticos de qualquer tipo, sendo então retirado do ar. Mas já era tarde. Muitas pessoas que assistiram no YouTube fizeram sua própria cópia e passaram a postar em seus blogs ou sites.
A bola de neve foi só crescendo e a modelo se viu no direito de processar o site pela veiculação indesejada de suas intimidades. Seguindo determinação judicial, durante um dia inteiro o YouTube não pôde ser acessado por internautas brasileiros. A notícia correu o mundo, sendo noticiada por vários meios de comunicação internacional. Muitos deles sombando o juiz brasileiro que havia deferido tal ordem. A notícia chegou até a ser uma das mais lidas em sites jornalísticos do exterior, como o do BBC News inglês ou o argentino Clarín e as revistas americanas Forbes e BusinessWeek.
A lição que se pode tirar de tudo isso é simples. Daniela, com sua ameaça contra os meios de comunicação que noticiaram o episódio, fez somente manter a notícia atualizada. Já que cada nova ação sua era uma desculpa para trazer novamente o caso à tona. Dada à preferencia massissa dos internautas pelo site, sua ação contra o YouTube foi ridicularizada. Além do mais, o site nem de longe era o culpado pelo que ali fora veiculado. É tecnicamente impossível da sua parte bloquear a todo momento as novas postagens de seus usuários ávidos por compartilhar o vídeo. A culpa, se se pode atribuir culpa a alguém, é antes de mais nada dela mesma. Já são largamente conhecidas as percipécias promovidas por paparazzi, principalmente os internacionais. Se não se pode exterminá-los, que se conviva com eles e se tenha o mínimo de bom senso para não ser pego em maus momentos como os que ocorreram na praia espanhola.
Como disse um professor do curso de Comunicação da UFV, o que se veicula na internet jamais se apaga. E, depois de tanta baubúrdia, vê-se que essa é uma afirmação incontestável. Pior pra Cicarelli.
enviada por Comufv2004
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