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07/02/2007 09:28

A repercussão do PAC na mídia

Por Natália Batista Borges






Há pouco mais de uma semana muito se escuta falar sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A imprensa, de um modo geral, destina espaços exorbitantes com intuito de abordar este tão polêmico assunto. Entrevistas que ocupam uma página inteira do jornal, visões de partidos diferentes e um festival de críticas desenfreadas e muitas sem anexo algum.

Observando minuciosamente as matérias publicadas no jornal O Estado de São Paulo, fica evidente a total parcialidade do jornal ao retratar tal acontecimento. Vocabulário, espaço destinado à matéria, foto, legenda, tudo se interage de maneira a induzir o leitor. Este, sem malícia alguma acaba formando sua opinião baseado em um jornal que não preza pela imparcialidade. Muito se prega a bendita imparcialidade, falar é fácil, mas na prática não se vê textos isentos de ideologias, o difícil acaba sendo cumprir tal teoria.

Logo na primeira página do caderno Economia vê-se uma matéria estampada sobre o fato, ”Um dia depois do Copom, Mantega recua e defende a autonomia do BC”. A princípio, não há nada o que questionar. Mas ao prosseguir a leitura fica nítida a posição do jornal perante o acontecido. As palavras escolhidas para tratar o tema acabam por ridicularizar o atual governo. Além disso, torna o fato como sendo um espetáculo e não como algo de extrema importância para a população. Se não bastasse, a legenda da foto passa uma certa incredibilidade do governo, na qual o presidente tenta manipular as opiniões de Mantega e Meirelles. Outra questão que comprova essa falta de isenção é que o Estado de São Paulo prioriza a matéria da oposição, ao publicar em sua primeira página a versão do Serra, contrária ao programa. Em nenhum momento fora citada a versão do presidente. Que jornal é esse que não houve o outro lado da história? Críticas e mais críticas foram publicadas pelo jornal, mas em nenhum momento fora apontada as soluções para os possíveis erros do programa.

É notório o jogo de interesses existente e, a manipulação das informações acaba beneficiando alguns. O jornal escreve aquilo que lhe convêm e não o que de fato representa a expressão da verdade. O jornalismo ético, imparcial e digno que os manuais de redação tanto prezam, não existe mais e se existe são poucos. É um absurdo, mas a política do jornal prevalece sobre a honestidade dos jornalistas.

enviada por Comufv2004






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